A atividade “Storytelling para a Inclusão” do projeto DiscoverEU Inclusão “Construindo uma Europa para Todos”, continuou hoje o seu percurso mas, desta vez, por Florença. Ao longo desta experiência, a inclusão continua a assumir um papel central, permitindo aos participantes conhecer diferentes realidades e compreender como a diversidade pode contribuir para uma Europa mais próxima, participativa e empática.
Durante o dia, o grupo teve a oportunidade de conhecer alguns dos espaços mais emblemáticos da cidade, entre eles a Catedral S. Maria Novella, Duomo de Florença e a Ponte Vecchio, Plaza del Mercado Nuovo, contactando assim, com uma cidade marcada pela história, cultura e diversidade.
Um dos momentos mais significativos aconteceu durante o jantar, acompanhado por um concerto de música. Num ambiente descontraído, a música tornou-se um ponto de encontro entre pessoas diferentes, proporcionando um momento de convívio e partilha. A experiência mostrou ao grupo a interculturalidade e que a inclusão também se constrói através de momentos simples, onde todos podem participar, independentemente das suas diferenças e origens.
Enquanto observávamos a diversidade de pessoas e culturas fomos construindo storytellings imaginando as suas origens, interesses, motivações, dificuldades e barreiras. Foi um momento introspetivo onde pudemos para além da imaginação exercitar a empatia, algo tão necessário numa Europa multicultural.
Neste momento, na Piazza del Mercado, observamos um momento, marcante, que nos mostrou as desigualdades e a falta de empatia. Enquanto as pessoas, de forma animada, colocavam moedas na Fontana del Porcelino para trazer boa sorte e fotografavam, um sem abrigo pedia esmolas. Durante aquela hora reparamos que ninguém lhe deu nada, apesar de colocarem moedas no Porcelino e de sorrirem para a fotografia.
A passagem por Florença permitiu, assim, reforçar uma das principais ideias do projeto: uma Europa inclusiva constrói-se não só através da eliminação de barreiras, mas também através da criação de espaços onde todos têm oportunidade de conviver e participar, mas que sem empatia isso não será viável.



