5 de agosto de 2026
Hoje tivemos a oportunidade de conhecer, em Bari Vechio, na Strada Arco Basso, uma tradição que ainda se mantém até aos dias de hoje, a preparação dos orecchiette, uma massa produzida de forma manual e tradicional, por senhoras idosas.
Nesse momento, conhecemos uma das senhoras que mantém viva esta tradição, a senhora Ângela, uma idosa simpática de 71 anos. Enquanto a observávamos a preparar a massa, tivemos a oportunidade de conversar com ela e de conhecer um pouco da sua história de vida. Contou-nos que começou a trabalhar muito cedo, aos 9 anos e que deixou a escola para começar a exercer a profissão.
A sua história tão diferente da nossa, que aos 9 anos ainda estudávamos e brincávamos e a sua calorosa e simpática receção despertou-nos a vontade e a curiosidade de a conhecer e de partilhar histórias. Ficamos a saber um pouco mais sobre o processo artesanal da produção de orecchiette. A senhora Ângela até se prontificou, de forma divertida a ensinar-nos a sua arte depois de saber que éramos estudantes.
Através de um gesto tão simples, como uma conversa, percebemos que as tradições podem ser muito mais do que costumes, podem ser pontes entre pessoas, culturas e gerações.
Assim, concluímos que a inclusão também passa por valorizar aquilo que cada pessoa tem para ensinar e partilhar, mantendo, desta forma, as tradições vivas.
Mais uma vez, isto fez-nos refletir sobre a importância dos idosos e da sabedoria que podem passar para outras gerações que muitas vezes não estão abertas a aprender.
Nesta cidade chamou-nos ainda atenção, para além, da simpatia e acolhimento da população local, o espírito de comunidade, pertença e inclusão dos locais que se reúnem e convivem em associações e pontos de encontro, levando-nos a refletir sobre a importância de uma comunidade coesa para o bem-estar físico e mental da população.




